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A obra é recheada de análises econômicas, com muita informação estatística, modelos econométricos e também boas histórias. Elas tratam de infra-estrutura, de aspectos institucionais e políticas públicas, e dos efeitos econômicos da adoção das tecnologias por empresas e pequenas propriedades rurais. Há um capítulo exclusivamente dedicado ao fornecimento de serviços públicos aos pobres - saúde e educação, principalmente. Maximo Torero e Joachim von Braun, editores da publicação, são dois pesquisadores do International Food Policy Research Institute, da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos.Seu objetivo é compreender qual a melhor forma de utilizar os equipamentos disponíveis para reduzir a fome, a pobreza e a desigualdade. Sua conclusão mais genérica:"A tecnologia da informação não é uma panacéia.É uma oportunidade de desenvolvimento que demanda pré-requisitos, como a desregulamentação, a competitividade entre os fornecedores de serviços, subsídios para reduzir disparidades e arranjos institucionais para o aumento de sua utilização no fornecimento de bens públicos". Outros dados interessantes: após analisar estatísticas de 113 países, referentes a vinte anos, os pesquisadores estimam que o crescimento do grau de penetração das telecomunicações em um ponto percentual resulta em aumento de 0, 03% no Produto Interno Bruto (PIB), que os efeitos são mais positivos onde 5% a 15% da população e das empresas têm acesso a telefonia e internet - e, como nos países pobres essa taxa é inferior a 1%, é necessário investir em infraestrutura. Pelas informações apresentadas, o livro é uma oportunidade única, até o momento, para conhecer objetivamente o mundo que nos rodeia e o leque de possibilidades para a melhoria da vida dos alijados dos benefícios da globalização.Merece tradução para o português e publicação no Brasil. Eliana Giannella Simonetti Information and Communication Technologies for Development and Poverty Reduction - The Potential of Telecommunications Tom premonitório O livro causou polêmica desde o seu lançamento. É a história de uma mulher que perdeu o marido e o filho num horrível atentado terrorista no novo estádio do Arsenal, em Londres. Incendiário foi lançado na noite de 6 de julho de 2005 e na manhã seguinte, às 8 horas, explodiram as bombas nos trens do subterrâneo e em um ônibus, obras de militantes de origem islâmica.A reação de muitas livrarias foi retirar o livro de Cleave das prateleiras. Mas Incendiário é muito bom e pegou.A prestigiosa revista The Economist o incluiu na lista dos melhores romances de 2005. Já foi traduzido em dez línguas e publicado em dezoito países.Cleave, que é jornalista, escreveu esse seu primeiro livro na primavera de 2004, enquanto era bombardeado por notícias de atentados terroristas e das torturas praticadas pelos guardiões norte-americanos na prisão de Abu Ghraib, no Iraque. Incendiário não é complacente com os terroristas.A narradora é a mulher que perdeu seus entes queridos e resolve escrever uma carta a Osama Bin Laden questionando a brutalidade do atentado.Mas o livro também alerta para a brutalidade da resposta das autoridades, o que, no romance, colocou a Grã-Bretanha à beira de um estado policial. Ottoni Fernandes Jr. Incendiário
Maximo Torero e Joachim von Braun (ed.) The Johns Hopkins University Press, 2006, 372 p., US$ 25, 95 Pode ser adquirido pela internet em www.ifpri.org/pubs/jhu/icttelecom.asp
Chris Cleave Nova Fronteira, 2006, 240 p., R$ 29, 90
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